O MPE-MG (Ministério Público Estadual de Minas Gerais) apresentou na semana passada denúncia à Justiça de Contagem contra dirigentes e pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular do Brasil. O MP acusa 16 pessoas de associarem-se para a prática de diversos crimes, entre eles apropriação indébita, lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e sonegação fiscal.
O grupo é acusado de criar empresas fantasmas com o objetivo fraudulento de lavar o dinheiro proveniente dos convênios e das doações de fiéis. Funcionários públicos são acusados de participarem do esquema ajudando a mascarar as fraudes e impedir a divulgação na imprensa. “Apurou-se que quase todas as pessoas lotadas na Secretária de Defesa Social colaboraram de alguma forma com o esquema criminoso”, afirma o MPE.
Entre os denunciados estão o fundador e presidente nacional da Igreja, o ex-deputado federal Mário de Oliveira (considerado supervisor do grupo), o ex-prefeito de Contagem, Ademir Lucas, e o ex-secretário municipal de Defesa Social do município, presidente da Rádio Educativa e presidente da Igreja Quadrangular em Belo Horizonte, Jerônimo Onofre da Silva. Entre os supostos envolvidos há ex-funcionários públicos —um ex-corregedor geral e uma ex-controladora do município de Contagem—, membros da Igreja e empresários. O maior favorecido, de acordo com o MPE, seria o pastor Jerônimo Onofre da Silveira, apontado como líder do grupo.
A denúncia de 140 páginas aponta dirigentes da Igreja e o ex-prefeito de Contagem como idealizadores e executores de desvio de recursos públicos em 2001 e 2002 de cerca de R$ 1,1 milhão, por meio de uma “complexa engenharia criminosa”, que envolvia conhecimentos contábeis, atos jurídicos e tratativas políticas. Os valores desviados do município de e da igreja teriam comprado imóveis e outros bens, como lancha, jet-sky, carros importados. Só em imóveis teriam sido gastos mais de R$ 700 mil, diz o MPE.
A denúncia também dá conta de suposta apropriação, por parte dos dirigentes e pastores da Igreja Quadrangular, das doações feitas pelos fiéis. “A mentira, o engodo e a desonestidade eram as marcas do bando criminoso que não hesitava em enganar os fiéis de suas respectivas igrejas a fim de garantir o refinado modo de vida de seus líderes. A troca de experiências e prática de fraude eram corriqueiras”, afirmam os procuradores.
Modus operandi
O grupo, denominado na denúncia de “bando criminoso”, é acusado de forjar convênios milionários entre a prefeitura da cidade mineira e a entidade religiosa (por meio de associações ligadas a ela), a fim de apropriar-se de recursos públicos. Os convênios firmados envolviam a prestação de serviços como alimentação, transporte, abastecimento de viaturas públicas e até tratamento para dependentes químicos.
Para o MPE, os acusados criaram uma “base religiosa” —que envolvia entidades conveniadas como a Escola de Ministerio de Jeová-Jiré e as Igrejas do Evangelho Quadrangular sediadas em Belo Horizonte e Governador Valadares— para “planejar, implantar, executar e finalizar a complexa ação criminosa”. Em determinado trecho da peça, o MPE diz que, “na verdade, os réus utilizaram-se do ‘convênio’ e do apelo social que o programa oferecia para obter vantagem ilícita em favor do bando com manifesto prejuízo ao erário”.
Um dos convênios mencionados no documento tinha como objeto promover a recuperação de pessoas dependentes químicos no prazo de 15 dias. O tratamento era realizado essencialmente mediante emprego de orações e preleções (palestras), sem registro de acompanhamento médico, o que para o MPE evidencia prática de estelionato. Segundo a denúncia, somente este convênio teria custado mais de R$ 1 milhão à Prefeitura de Contagem.
A denuncia afirma que no período de 1999 a 2003, foram realizadas diversas “benfeitorias” nos imóveis da entidade Jeová-Jiré, sua filial e do Pastor Jerônimo Onofre “que totalizaram o impressionante valor de R$ 713.174,99”, com o objetivo de lavar os recursos privados e públicos que ingressaram nos cofres da entidade. Segundo o MPE há indícios de que o bando promoveu remessas ilegais de dinheiro ao exterior.
Pedido de prisão preventiva
A denúncia contesta a origem da fortuna adquirida por Jerônimo e sua família. “O pastor Jerônimo exerce exclusivamente, a profissão de pastor evangélico, fazendo mensalmente, jus ao chamado ‘sustento pastoral’ pago pela Igreja do Evangelho Quadrangular, contudo, o seu padrão de vida revela-se incompatível com tal verba, haja vista, que foram identificadas —operações civis em alto valor nas quais ele figura ora como comprador e ora como doador de imóveis à entidades civil”, traz o texto.
Foto: Pavablog
Os promotores que assinam a denúncia, Mário Antônio Conceição, Leonardo Duque Barbarela e Eduardo Nepomuceno pedem a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e bancário de diversas pessoas e entidades, e a prisão preventiva de seis pessoas, entre elas Jerônimo Onofre, sua esposa Maria de Fátima e seu filho Germano Aguiar da Silveira.
Fonte: ultimainstancia.uol.com.br
Retratação: Dia 02/03/2012
Gostaríamos de lembrar a todos os nossos leitores que a total responsabilidade dos textos neste Site, são das fontes citadas no mesmo.
A pedido de uma leitora que escreveu: "Voces precisam publicar uma retratação nesta matéria. O Sr. Mario de Oliveira, não é fundador da IEQ.Ele é o presidente atual, mas os pastores da IEQ estão se mobilizando para derrubá-lo da presidencia nas próximas eleições, justamente pelos excessos por ele cometidos. Não vinculem a imagem deste falso servo de Deus ao da igreja que vem sofrendo sob os seus desmandos."
Eu estive pesquisando e realmente o fundador da IEQ no Brasil não é o Mario de Oliveira, como lemos:
Fundada em São João da Boa Vista - SP a 15 de novembro de 1951, pelo missionário da Foursquare Church Gospel Pastor Harold Edwin Willians (falecido no dia 11 de setembro de 2002 - para ver a matéria clique aqui) auxiliado pelo Pastor Jesus Hermirio Vasquez Ramos. o primeiro natural de Los Angeles- EUA e o segundo natural do Peru.
A obra começou numa casa na cidade de Poços de Caldas, junto com uma escola de inglês indo depois para São João da Boa Vista onde foi construido pelos fundadores um pequeno templo .
Em 1952 vieram para a capital de São Paulo realizar campanhas evangelisticas a convite de um pastor da igreja Presbiteriana do Cambuci e pouco tempo depois foram para uma tenda de lona no mesmo bairro. De lá foram para o bairro da Agua Branca e então para o salão da Rua Brigadeiro Galvão, 713.
A tenda passou então a viajar pelo estado de São Paulo como a tenda número um, nos salões da rua Brigadeiro Galvão as senhoras da igreja começaram a ajudar um irmão que havia trabalhado muito tempo com um circo e que as ensinou a costurar tendas.
As tendas compradas ou fabricadas na própria igreja sairam peregrinando por lugares como Casa Verde, Americana, Limeira, Vitória, Curitiba e vários outros. Numa onda contagiante o movimento crescia e cada tenda dava origem à um novo núcleo que se constituia em uma nova igreja.
Na decada de sessenta já sob a liderança do Pastor George Russell Faulkner estabeleceu-se a meta de levar a mensagem a cada capital de estado sendo depois espalhada nos outros municípios. as tendas passavam e deixavam uma nova comunidade formada. Os finais das decadas de setenta e oitenta foram marcados pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos .
Em 1997 já contávamos com 5.530 Igrejas e Obras Novas (que estão funcionando em 2.026 Templos, 1.778 Salões e 1.726 Tabernáculos de madeira), além de 4.000 congregações e pontos de pregação, que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais.
Os resultados oficiais de uma estatistica feita em 2001 pela IEQ Internacional, mostram que o comparecimento estimado na Igreja do Evangelho Quadrangular de todo o mundo, está agora em 3.587.835 pessoas, com 29.973 Igrejas e lugares de reunião. A IEQ está agora em 123 países do mundo. Há 48.271 ministros e trabalhadores quadrangulares em torno do mundo
O HOMEM DAS TENDAS
"Aos 89 anos, morreu o missionário Harold Willians, fundador da Igreja do Evangelho Quadrangular no Brasil"
A Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), uma das maiores e mais atuantes denominações pentecostais do país, esteve de luto. Morreu, no dia 11 de setembro de 2002, o pastor e missionário americano Harold Edwin Willians. Foi ele, nos anos 50, um dos pioneiros da Cruzada Nacional de Evangelização, movimento que mudaria definitivamente os rumos do protestantismo brasileiro e daria origem à IEQ. Aos 89 anos, já com a saúde debilitada, o reverendo Willians sofreu uma queda em sua casa, em Redondo Beach, na Califórnia, nos Estados Unidos. Levado ao hospital, foi submetido a uma cirurgia, durante a qual onde sofreu um infarto fulminante.
A história da Igreja Evangélica no Brasil já tem, com inteira justiça, algumas páginas reservadas a ele. Nascido em 27 de novembro de 1913, na cidade Hollywood - a meca do cinema mundial -, Willians, criado sob princípios da fé evangélica, foi batizado pela própria Aimeé Semple Mcpherson, fundadora da Igreja Quadrangular Internacional. O rapazola chegou a atuar como figurante em alguns filmes de faroeste, mas a fé acabou falando mais alto do que o desejo de virar caubói das telas do cinema. Depois do curso teológico e já ordenado pastor, ele decidiu ser missionário na América do Sul. Passou um breve período na Bolívia e na Colômbia e, em 1946, desceu o rio Amazonas até Belém (PA). Daí, embarcou num navio com destino a Santos, no litoral paulista.
Willians, junto com sua mulher Mary, sentiam arder no coração o desejo de evangelizar o Brasil, então um país de forte tradição católica. Tratou de aprender a falar português e pôs mãos à obra. Com a experiência adquirida em cruzadas nos EUA, logo começou a promover reuniões avivadas no interior de São Paulo, passando depois para a capital. Carismático, Willians começou a atrair muita gente para aqueles cultos marcados pela informalidade e pela ênfase em milagres como curar e libertações. A primeira reunião foi em 15 de novembro de 1951, data considerada pela IEQ como a de seu nascimento no país.
Fonte: IEQ LIMEIRA
A história da Igreja Evangélica no Brasil já tem, com inteira justiça, algumas páginas reservadas a ele. Nascido em 27 de novembro de 1913, na cidade Hollywood - a meca do cinema mundial -, Willians, criado sob princípios da fé evangélica, foi batizado pela própria Aimeé Semple Mcpherson, fundadora da Igreja Quadrangular Internacional. O rapazola chegou a atuar como figurante em alguns filmes de faroeste, mas a fé acabou falando mais alto do que o desejo de virar caubói das telas do cinema. Depois do curso teológico e já ordenado pastor, ele decidiu ser missionário na América do Sul. Passou um breve período na Bolívia e na Colômbia e, em 1946, desceu o rio Amazonas até Belém (PA). Daí, embarcou num navio com destino a Santos, no litoral paulista.
Willians, junto com sua mulher Mary, sentiam arder no coração o desejo de evangelizar o Brasil, então um país de forte tradição católica. Tratou de aprender a falar português e pôs mãos à obra. Com a experiência adquirida em cruzadas nos EUA, logo começou a promover reuniões avivadas no interior de São Paulo, passando depois para a capital. Carismático, Willians começou a atrair muita gente para aqueles cultos marcados pela informalidade e pela ênfase em milagres como curar e libertações. A primeira reunião foi em 15 de novembro de 1951, data considerada pela IEQ como a de seu nascimento no país.
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Fonte: IEQ LIMEIRA
Divulgação: www.ministrogiulianocunha.com
